Resenha: A Seleção


Sempre fico meio perdida quando tenho que resenhar algum livro "best-seller", muito hypado ou algo do tipo. E ainda mais quando mesmo depois de ler, a minha opinião não ficou muito clara... É o caso de A Seleção. Quando decidi comprar (em junho de 2013) e ler (muito tempo depois da compra), confesso que foi também porque a história me pareceu legal e um pouquinho inovadora, mas um outro grande motivo foi pra saber WHYYY ele estava fazendo TANTO sucesso. E bem, se demorei a fazer essa resenha, já dá pra notar minha empolgação ao escrever sobre A Seleção, né mesmo? :)
P.s.: essas fotos que ilustram o post foram tiradas com o pisca-pisca rosa que disse que comprei em outro post (queria o vermelho mas ele era praticamente laranja, e o rosa estava mais pra vermelho do que pra rosa...)

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 361
Nota: 
Num futuro que se passa em Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças para decidir quem se casará com o príncipe é a chance de ser alçada para um mundo de luxo, conquistar o príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Mas para America Singer, uma artista da casta Cinco, ser Selecionadas é um pesadelo, pois terá que deixar Aspen, seu namorado secreto, e a sua família. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então ela conhece pessoalmente o príncipe. Cheio de qualidades, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre seus planos e vê que podem se tornar algo com o qual ela jamais sonhou.


Ultimamente tenho ficado meio rigorosa com os livros que leio haha. Com A Seleção não foi diferente. Como eu disse, metade de querer ter lido foi pra saber os motivos do sucesso do livro. Então, temos: 

1) A história, que se passa no Estado Americano da China. A organização política é um tanto quanto confusa, e esse Estado me pareceu ser um continente ou um país, com outro país dentro (?), no caso, Iléa.  Aí vem essa coisa do futuro distópico e blá blá. Gente, já deu isso, não? Criativade wins pra galere do YA aí. 
2) Daí esse país tem a sociedade dividida (oh) em castas (ohhhh). Criatividade manda beijos, abraços e uma caixa de bombons. E essas castas, como o próprio nome diz, vão da mais baixa à mais alta. America faz parte da casta Cinco, a dos artistas, e vive passando por dificuldades com a sua família. Aspen, seu namorado secreto, é da Seis, uma abaixo da dela, que serve para prestar serviços pesados às outras castas, como faxina, limpeza etc. P.s: não entrou na minha cabeça isso de terem que esconder o namoro. Que criancisse. 
3) A mãe de America é uma chata insistente que quer que a filha entre de qualquer jeito na Seleção, e America não quer de jeito nenhum. Mas quando Aspen, o chato do Aspen, numa atitude linda e altruísta (só que não), termina com America por amá-la muito e ter certeza de que não dará uma boa vida a ela (ok, porque só o homem é responsável pelo sustento da casa, aham, sentá lá Aspen), ela chuta o pau da barraca e se inscreve nesta mierda de Seleção. E aí ela é escolhida, e tudo começa.


America é uma protagonista morna no começo, chega a ser chatinha, e no início da Seleção seu primeiro contato com Maxon dá vergonha. Pra quê tanta falta de educação à toa? Por causa de uma crise de pânico maluca que surgiu do nada? Que menina louca, pelamor. Mas depois, felizmente ela melhora e se torna uma protagonista até digna. 
Maxon, por sua vez, é um fofo, todo tímido e sem-jeito com as garotas, pois nunca namorou e blá blá. O diferencial dele, como mocinho de YA, é justamente porque ele não é nenhum Ren/Kishan/Jace da vida, que sabem do próprio potencial e o usam pra fisgar o coração da cocota escolhida. Nisso, felizmente a autora foi criativa, pois Maxon foi um personagem de YA bem raro de se ver, e eu gostei disso. Mostra que os mocinhos de YA não precisam ser daquele tipo conquistador desesperado e jogador de charme e cantadas o tempo todo pra conseguir conquistar o amor de alguém.
A relação dele com America é interessante pois ela deixa claro que não quer estar ali mas o faz pela família (já que a cada semana que as Selecionadas ficam, as famílias recebem ótimos pagamentos), e ele concorda, e contará com a ajuda dela para escolher a melhor candidata a Rainha. Mas acabam ficando tão próximos e se conhecendo melhor, sem ter que manter as aparências devido ao trato que fizeram, que um vai agradando do outro... E aí, já viu né.


Um adendo rápido para a parte política: tem essa coisa de ataques rebeldes, mas achei muito mal construída e elaborada, não senti drama nem ameaça de verdade com nenhuma das facções descritas. Me pareceu que isso foi só pra dar uma seriedade e algo de perigo à história e não deixá-la rasa, mas, epic fail, pois a autora não alcançou muito bem o intuito. Assim como as intrigas palacianas das candidatas. Ok que existem pessoas dissimuladas nesse mundo, mas achei MUITO filme norte-americano adolescente cada intriguinha que surgia, e as personagens meio rasas e sem aprofundamento. 

Resumindo: A Seleção tem uma história boa, mas mal aproveitada e um pouco "infantilizada" ou "adolescentizada" demais. Seria MUITO melhor se a autora soubesse amadurecer os personagens (até em questão de idade) e o contexto onde tudo se passa, pois daria mais veracidade à história. Além disso, é escrito em primeira pessoa, o que passa a impressão de ser mais "diário de adolescente" ainda. DETESTO narrações em primeira pessoa. Ainda tem o fato de que a escrita de Kiera Cass é mediana, executada meio "nas coxas", muito simples e tal, mais um pouco e eu poderia dizer que é um livro "mal escrito".
MASSSSSSSS eu reconheço que a história é boa, criativa (apesar das ressalvas feitas lá em cima, como essa coisa de sociedade dividida), tem potencial pra melhorar, tem protagonistas legais e o final me deixou MUITO MUITO MUITO curiosa pra saber o que vai acontecer. Por causa da fila literária, devo demorar um pouco pra ler A Elite,  que é o segundo volume, mas com certeza lerei.
P.s.: O trabalho de edição do livro ficou lindo! A capa já é maravilhosa (a decoração do começo de cada capítulo também é caprichada), e o cheirinho das folhas, muuuito bom *cheiradora de livros viciada*. E achei o tamanho ótimo, assim como o espaçamento do texto, que não faz a leitura ficar cansativa (pelo contrário, você lê pra caramba sem se dar conta).


Nossa, num tô aguentando o Blogger acabando com a qualidade das fotos. Ele não era assim, agora deu pra fazer isso, que merda. Essa última foto é onde as cores originais aparecem, sem edição (quase) nenhuma haha. Mas editei porque só assim dava pra ver melhor as cores da capa do livro e aí combinaria melhor com elas.

Hasta o próximo post :)

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2 comentários:

  1. Moça, o inicio deste posta quebrou meu coração :( huahuahua
    Sou Selectioner (com muito orgulho, aliás) e não to crendo que você disse que "America é uma protagonista morna no começo, chega a ser chatinha", mas ok, respeito sua opinião u_u
    Bom, eu amei o primeiro livro, teve algumas escorregadas e também achei criancisse ela esconder o namoro com o Aspen, mas né né né né.
    Eu terminei de ler a trilogia e super indico o resto, tem mais emoção (e mais melação também) mas você acaba se surpreendendo.
    Eu li ali que você disse que o Maxon não é um Ren/Kishan/Jace da vida, e... REN E KISHAN <3 <3 <3 <3 <3 (desculpa, amo eles) e o Jace... Jace é de Os Instrumentos Mortais, né? Se for, me diz se os livros são bons, eu to doida pra ler, eu vi o primeiro filme e muita gente me disse que foi meio "xoxo" em relação aos livros, principalmente na parte da Clary e o Jace se amando (que é minha parte favorita).
    Booom, espero que você responda meu comentário, porque quero muito saber hauhau vou caçar as resenhar aqui...

    Adorei o seu blog! Já tá nos favoritos aqui *-*
    Parabens pela resenha, mesmo tendo cortado meu coração com tesoura cega no início kkkk
    Beijos e desculpa pelo comentario gigante D:
    Giovanna ^.^

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    Respostas
    1. Oi Giovanna, obrigada pelo coment :)
      Então, meu problema com a America foi até a metade do livro, a achei meio birrenta e coisas do tipo meio que sem motivo, sabe? Mas depois parece realmente que ela melhora haha.
      E sobre eu ter dito que Maxon não é um Ren/Kishan/Jace da vida, olha, não é MESMO, porque eles são muito melhores huahuauha! Principalmente Kishan, o melhor mocinho de YA de todos os tempos, de antagonista a atração principal da série pra mim haha! #teamkishannessaporra Só comentei que o tipo do Maxon é bem diferente do deles, é bom porque foge um pouco do comum, sabe? Mas isso não tira o mérito dos outros, nunquinha haha <3333333
      E falando em Jace, outro querido, sim, é o da série Os Instrumentos Mortais, e SIM, os livros são MUITO bons, leia pra ontem! Comparado com o primeiro livro, o filme é realmente um LIXO :( Mudaram e inventaram muuuita coisa, era pra ter ficado bem mais legal (mesmo caso de quase todas as adaptações né...), então não leve o filme em conta pois os livros são infinitamente melhores (inclusive na parte Jace/Clary, que também me agrada muito hahaha). Recomendo demais a leitura, te garanto que vai amar n_n

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