Resenha chick lit dupla: Becky Bloom na 5ª Avenida + Sushi

Primeiro digo que EU SEI que o nome do segundo volume da série de Becky Bloom é Becky Bloom: Delírios de Consumo na 5ª Avenida, mas ia ficar imenso e em mais de uma linha o título, então resumi. O post de hoje seria só com fotos, mas fazendo essa resenha dupla, e aproveitando que os dois são chick lit, já acabo com as resenhas que precisam ser feitas aqui de uma vez e fico livre pra postar outras coisas até terminar o livro atual.
A quem interesse, faço resenhas duplas (ou triplas) quando não tenho muuuita coisa a dizer sobre os livros em questão, de modo que as resenhas ficam menores e mais de uma em um post só não fica grande :]

Becky Bloom: Delírios de Consumo na 5ª Avenida - Sophie Kinsella
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 460
Título original: Shopaholic Abroad
Nota: ★ - Bom

A vida de Becky está perfeita. Ela trabalha como consultora financeira em um programa de televisão, o gerente de seu banco é um doce e seu novo lema é "compre só o que precisar" - e por incrível que pareça, Becky parece ser fiel a ele. Mas, como toda regra tem sua exceção, ela continua não resistindo a uma liquidação. Até que, um dia, seu namorado Luke - isso mesmo, o ricaço boa-pinta que a inglesinha conquistou no primeiro livro da série - está de mudança para Nova York e convidou-a para ir com ele. Nova York: o Museu de Arte Moderna, o Guggenheim, o Ópera House. Becky quer sim conhecer a vida cultural da Big Apple mas... Nova York é a meca do consumo e nossa heroína não poderia deixar de conhecer alguns lugarzinhos, leia-se lojas, irresistíveis da cidade, como Sacks, Bloomingdales, Sephora e Barney´s. Lógico que, mais uma vez, ela enlouquece. 

Li o primeiro da Becky Bloom em 2010 e ele foi eleito o livro mais engraçado que já li na vida. Depois de ter lido Menina de Vinte, da mesma autora, pensei: opa, a continuação deve ser no mesmo nível ou até melhor. Maaasss... Não. É quase lá. É bem engraçado, é bom e tudo mais mas tenho a impressão de que a história dele é uma fórmula que não dá certo se repetida muitas vezes... O final foi a mesma coisa do primeiro, só que hm, mais dramático em certo ponto. Imagino que os outros livros da série sigam o mesmo padrão, mas de qualquer forma vou querer ler. Becky está realmente mais controlada, mas na hora que ela começa a pirar de novo você pensa: "NÃÃÃÃO SUA BURRAAAA" e fica com vontade de entrar no livro só pra esbofeteá-la, além das vezes onde ela banca a sonsa. Porque GENTE, errar uma vez é humano, mas DUAS é burrice. Imagine passar a série toda errando...? 
Sei que a autora quer ser irônica e demonstrar a realidade de muita gente com as histórias da Becky, mas pera lá né, não dá pra engolir alguém que oscila entre o controle e o descontrole total... De qualquer forma, é bom pra ler e rir muito, mas também não senti o ritmo rápido e a vontade de ler mais e toda hora que senti no primeiro. Quem sabe o terceiro seja melhor? Não vou deixar de comprar essa série porque gosto muito da Becky, mas esse segundo não foi tudo aquilo. Foi bom mas poderia ter sido ótimo, como o primeiro :<
Mas deu pra dar umas boas risadas... Becky perdida em Nova York é simplesmente hilário... E mais hilária ainda é a parte, no começo do livro ainda, quando ela sai pra passar um final de semana com Luke, arruma uma confusão com suas bagagens e vai parar com uma roupa absurda de curta num convento, e fica perdida por lá com as freiras empurrando produtos da lojinha pra cima dela. A enrolação dela pra escrever seu livro também é outra, e como parte dramática destaco a que ela vai no casamento de um amigo de infância que gostava dela, Tom, e ninguém acredita que ela é namorada do famoso e ricaço Luke Brandon, e que ele iria ao casamento e coisa e tal. E é boa também a parte onde ela fica conhecendo a sogra que mora em New York, que é uma vaca metida e enfia ela numas roubadas boas. A quem interessar, recomendo fortemente ler o primeiro volume e depois esse, ou ler o primeiro em vez desse. Lendo esse você não perde muuita coisa, mas tem hora que pode ficar sem saber certas coisas que fazem referência ao primeiro livro.
Sophie Kinsella continua sendo minha autora favorita de chick lit mo com esse livro mais fraquinho.
De qualquer forma, se quiser ler, é um livro divertido, mas não é tão bom quanto o primeiro =)

"Meu Deus, eu gostaria de estar escrevendo um livro sobre roupas. Ou maquiagem. O Guia Becky Bloom para o Batom."

"Eu precisava tê-lo. Tinha de tê-lo. Enquanto assinava o recibo do cartão de crédito... eu não era mais eu. Era Grace Kelly. Era Gwyneth Paltrow. Era outra pessoa luminosa que pode assinar casualmente um recibo de cartão de crédito de milhares de dólares enquanto sorri e ri para a vendedora, como se fosse uma comprinha de nada."

Sushi - Marian Keyes
Autora: Marian Keyes
Editora: BestBolso
Páginas: 558
Título original: Sushi For Beginners
Nota: ★ - Muito bom
"Sushi" é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando.  É perspicaz, engraçado e humano. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego "fabuloso" não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Colleen. Ashling Kennedy, a editora assistente, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado - mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais. Conhecida como "Princesa", a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade - e não pela primeira vez - de beijar um sapo? Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo. 

Minha experiência com Marian Keyes se resume ao ótimo Melancia e ao xoxo Um Bestseller Pra Chamar de Meu. Mesmo assim, dei uma chance à ela pelo Melancia e comprei mais esse, em dezembro passado. 

A primeira reclamação que tenho a fazer não é quanto ao livro, e sim quanto à qualidade dele: LIXO! A Bestbolso (que é selo da Record) deveria aprender a fazer livros de bolso com a Martin Claret (edições lindas, que tem até orelha!) e a LP&M. A capa do livro é uma tragédia, toda mole, ele ficou cheio de orelhas e amassados, embora eu tenha tido o maior cuidado do mundo. Ver um livro assim machuca o coração :/ Fora a folha, que é fina como a peste (hã?) e ficaram todas com a ponta pra cima. Não sei o que custa fazer uma merda de livro de bolso numa qualidade melhor. E paguei VINTE reais por ele! Os livros da Martin Claret e LP&M são mais baratos e melhores, urghhhhhh que raiva que eu fiquei dessa edição -_-
Tá, vamos lá. O livro é muito bom no todo. Eu achei que ia ser ruim esse negócio de protagonistas múltiplas como foi em Um Bestseller, mas em Sushi ficou ótimo porque todas as três eram interessantes. Lisa é até cômica de tão irritante, competente, ambiciosa e egocêntrica. Clodagh já não fui com a cara na hora, porque é uma dondoca mimada que fica por conta de cuidar de filhos e da casa enquanto o marido trabalha, e nem isso ela consegue fazer bem: o casalzinho é uma peste que te deixa apavorada, porque nem toda criança é assim. Ashling foi com quem mais me identifiquei porque gosta de coisas esotéricas, e também pela personalidade dela, porém ela tem um relacionamento conturbado com os pais.
O livro mostra o decorrer da vida delas quando Lisa vira a chefe de Ashling na editora da revista Colleen e como tudo vai se cruzando. O casamento de Clodagh começa a entrar em crise (por parte dela, tsc tsc), Ashling continua não superando os problemas que teve com a depressão da mãe e Lisa além de tudo tenta, mas não consegue esquecer seu quase-ex-marido, Oliver. Não vou me delongar porque isso a Marian já fez muito durante o livro todo. Algumas coisas foram bem desnecessárias, o que sinceramente, se fossem cortadas, teriam economizado umas 50 páginas do livro. Mas tudo bem porque da metade pra lá ele vai ficando mais frenético ainda, e os detalhes todos de qualquer forma te deixam preso. São bons pra você analisar o passar do tempo e ver que não foi tudo acontecendo de uma vez.
O fim de Lisa eu achei que era uma coisa, mas depois vi que era outra, e fiquei feliz por ela e pela reviravolta, era a mais certa a acontecer, e no final você se pega com pena dela e torcendo pra tudo dar certo. Clodagh é uma VACA DESGRAÇADA PUTA ORDINÁRIA CRETINA OMFG de marca maior. Ok que ela teve o que mereceu, mas ainda assim foi pouco, se ela tivesse feito o que fez comigo teria feito ela sangrar, hunf. E alguns personagens relacionados a ela mereciam um fim melhor, eu acho. O problema dos livros da Marian é esse, aconteceu a mesma coisa de Um Bestseller: eles não foram punidos o suficiente. Tipo: ela faz a merda mas outras pessoas também pagam por isso, comacém? Acho que a Marian fica com pena de dar uma lição nos seus personagens. Mas ok, Clodagh foi bem mais punida que a putinha de Um Bestseller, isso meio que lavou minha alma porque não suporto personagens como a dela. Ashling teve uma depressão que achei meio desnecessária durar tanto tempo, mas no final se provou justificada. E o final dela, eu simplesmente ADOREI! No começo do livro não tinha indicação alguma de que fosse ser isso mesmo, mas depois fui percebendo algumas coisas e panz, aconteceu! Foi muito satisfatório :)
Como detalhes interessantes do livro, acrescento: o mundo editorial, das revistas, porque é legal mesmo você ter mais noção de como tudo funciona (assim como em Um Bestseller  o que foi explorado foi o mundo editoral literário e tal); a Irlanda, porque o livro se passa todo lá e eu ADORO livros que se passam nos meus países celtas <3 (mesmo que não tenha havido muitas referências, é legal você observar o modo de vida das pessoas de lá hoje, o clima e tal); e Jack Devine, o chefe de Lisa na redação, que você não sabe com quem ele fica... É um personagem "mocinho de chick lit" meio atípico, mas gostei por isso mesmo: desleixado, meio fechadão, não é daqueles galinhões e prefere fazer coisas que o homem comum não faz muito, como velejar e tal. Mas ao longo do livro ele se revela um docinho, adorei :)
Enfim, recomendo fortemente o livro. Marian Keyes me deu um novo ânimo pra ler outros livros dela com Sushi, é só isso o que digo, e mal vejo a hora! *0*~ (ps.: não vou colocar trecho nenhum aqui pra ficarem com curiosidade, hoho) Bisous!

                                                                                                                         

Comente com o Facebook:

8 comentários:

  1. Eu comecei a ler Melancia, mas tive que deixá-lo de lado e até hoje não consegui retornar a leitura. Quando tudo entrar nos eixos eu colocarei as leituras em dia.
    Enfim, quanto a qualidade eu concordo com você. O livro é um lixo, a capa fica toda mole e é impossível, mesmo com todo o cuidado do mundo, não deixar com amassados :x

    Acho linda a capa dos livros da Marian, espero ler melancia em breve.

    P.s: Adoro livros relacionados a índia, e tenho muita vontade de ler A maldição do tigre.

    ResponderExcluir
  2. Apesar de ter adorado os dois livros da Sophie Kinsella que eu li, tenho um pouco de receio quanto a Becky Bloom porque o pessoal fala que a Becky não aprende nunca a se controlar. Vi o filme e achei legal, mas acho que, se fosse para ler, ia ficar só no primeiro livro mesmo. Minhas prioridades por enquanto são Menina de Vinte (DOIDA pra ler!) e Samantha Sweet.
    Já quanto a Marian Keyes... sei lá, mas nunca tive muito interesse pelos livros dela.

    Voltando a Crônicas do Mundo Emerso:
    Eu até compraria a versão pobreza do livro, mas aí como vou fazer jus àquelas ilustrações de capa da série sem nem um mísero título metalizado sequer? Poxa.

    E, quanto a Brumas: não vou desistir! Estou com várias leituras se arrastando; em parte, porque eu passo muito do meu tempo livre no computador em vez de ler. XD Aí, quando quero ler um pouquinho antes de ir pra cama, já é tarde e tô com muito sono, então só vou dormir.
    Preciso rever isso, porque ultimamente ando lendo pouco. Muito pouco.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. Oii Jun!
    Primeiro, obrigada pelo comentário lá no blog!! Eu estou no segundo ano da faculdade de direito!! Conheço algumas outras blogueiras que fazem direito, mas confesso que não são muitas!!
    Já li esses dois livros que vc resenhou e adoro-os!! Mas da Marian Keyes meu favorito é "A Estrela mais Brilhante do Céu" e da Sophie é "O segredo de Emma Corrigan"!!!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  4. O post foi meio spoiler de Becky Bloom, mas adorei ler. Sua crítica parece consistente (adorei a parte em que você pensou em esbofetear a personagem porque eu já me senti assim do primeiro livro). Beijos!

    ResponderExcluir
  5. Assisti ao filme "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" e achei bem legal, acho que os livro deve ser tão legal quanto. Já em relação a Sushi, estou ansioso para ler algum livro da Marian Keyes.

    Abraços,
    http://contandolivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  6. Fala chica!
    Achei legal você trazer duas resenhas de chick lit! Eu não sei se você sabe (?) mas eu AMO Marian Keyes!
    Da Sophie, ou melhor, da Becky, só li o primeiro e gostei. Como você disse a personagem alterna do controle ao descontrole mas não duvido que seja possível, ainda mais eu que tomo remédio controlado, hauhauahuah. Enfim, eu li "Samantha Sweet - Executiva do lar" e ri demais! Muito engraçado. Comprei "Os segredos de Emma Corrigan" da autora, vamos ver se é bom!
    ;)
    Agora Marian Keyes é minha diva!!! Como assim você achou XOXO "Um bestselle pra chamar de meu"??? Eu AMOOO!! Super indico "Tem alguém aí?", com a Anna, a irmã meio "zumbi" da família Walsh. Mas agora ela está bem mais velha, diferente mas a família Walsh é um sarro! Acho que você vai gostar de "Férias!" também! *-*

    Eu não gosto de livros pocket justamente por causa disso: ficam um caos!! :x

    Beijos!

    ResponderExcluir
  7. @Jessica Asato Ah que legal que também gosta dela, é ótima mesmo! E quero ler outros da Sophie Kinsella, ela é minha outra autora de chick lit favorita junto com a Marian, hehe.
    Mas sobre o Um bestseller pra chamar de meu, achei xoxo pelo final... O livro todo até que foi bom, mas algumas coisas foram me irritando e culminaram num final que eu não gostei D: Mas é o único livro da Marian que me decepcionou até agora... Quero muito ler os outros das irmãs Walsh, dizem que são os melhores, e como adorei Melancia... =)

    Bisous

    ResponderExcluir
  8. @Dani
    Pois é, o primeiro da Becky Bloom vale totalmente a pena, agora o resto é complicado, vai de cada um mesmo. Eu pretendo ler porque de qualquer forma, são engraçados =)
    E os da Marian Keyes são um chick lit mais sério e irônico. Eu recomendo por gostar de chick lit.

    E eu te entendo sobre ler pouco, tenho feito isso também, computador ao invés de livros e ler antes de dormir não tem rolado ultimamente, uma lástima, odeio isso D:

    ResponderExcluir

© KURONEKO - 2015 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | CRIADO POR YASMIN BERARDINELLI