Metade da minha vida com ela

Aliás, mais da metade. Hoje enquanto tomava banho fiquei pensando em como seria difícil escrever esse post, que com certeza é o pior que já escrevi desde que comecei a blogar, em 2005. Fiquei pensando em como eu falaria, se falaria tudo ou um resumo, se valia a pena falar e desenterrar tudo que parecia seguro sob uma camada fina de terra. Por mais que pareça, isso aqui não é um blog literário. É um blog pessoal, mas como leitora assídua os livros aparecem bastante, e esporadicamente surge um post pessoal. Se o blog é pessoal, eu seria muito obtusa, falsa e desgraçada se não falasse de quem passou por mais de metade da minha vida, e olhando pra trás, foi como se tivesse sido só 1 mês. (Ps.: a propósito, estou de férias desde o dia 9 e o Natal foi ótimo, mas nada salva agora.)

Ela se chama Catita, e de onde ela está, sempre vem me visitar. Nos sonhos, que já foram uns três, desde o dia 9, quando ela partiu, ela sempre aparece saudável e fofinha, como sempre foi, e fico feliz como nunca quando ela vem me ver. A imagem dela doente é algo que prefiro não lembrar, mas é inevitável. Pra morrer, com seu corpo já velho, é fácil adoecer. Difícil é passar da vida para a morte naturalmente, só porque chegou a hora.

Ela tinha aproximadamente 12 anos, e eu, com uns 8 anos, e minha mãe tínhamos pegado ela da casa de uma prima nossa, onde a gata dela tinha criado. Não lembro se eu que escolhi, mas sei que ela foi lá pra casa. Primeiro achamos que era macho e o nome seria Mingau (sim, por causa do gato da Magali, embora ela não fosse angorá). Depois pensamos que seria melhor Catito (sim, por causa da música Cachito Mio, do Nat King Cole) . Daí vimos que era fêmea e foi decidido: Catita. Passou a primeira noite miando muito, como todo gatinho novo no lar passa, mas depois foi se acostumando. Quando filhote e "adolescente" era sempre brincalhona, normal, mas depois foi ficando uma gata séria e contida, quase uma lady. Sempre achei que ela tinha um ar aristocrático por causa do modo como se sentava e dos pelos do peito logo embaixo do pescoço, que eram sempre branquinhos e volumosos, parecendo aqueles lenços do séc. XIX que se usavam na gola de casacos e vestidos. Logo virou minha companheira e arquiinimiga da Serena (minha cachorra, a melhor que já tive, e que às vezes também me visita, mas isso é assunto pra outro post) por brincadeira besta minha. Não era daquelas gatas chatas que destroem móveis, fazem bagunça em casa ou pedem comida em volta da mesa. Ela adorava andar pelo quintal (e redondezas), que é bem grande, mas também gostava de ficar em volta da gente.
Criou duas vezes, e infelizmente não ficamos com nenhum filhotinho. É uma burrice sem tamanho, se recusa achando que o animal vai ficar pra sempre com a pessoa, e depois que ele se vai você vê que deveria ter ficado com um filhote, que é de certa forma, um pedacinho dele. Ela tem uma neta, que pertence a um vizinho, e vez ou outra aparece no telhado dele, e é muito parecida com a avó.
Depois que teve os filhotes, a última ninhada sendo em 2003, com só dois, decidimos que era melhor que ela não tivesse mais, pela saúde dela e pra não ter que ficar pondo gatinhos em risco sem saber se todos teriam dono.
Começamos então a dar injeção anticoncepcional, que foi a indicação do veterinário. Não tinha problema algum, não tinha efeito colateral nenhum, então seguimos por anos com ela tomando a injeção. Só que é, tinha um problema. Que o veterinário, experiente e o melhor da cidade à época, não avisou, e eu tenho vontade de matá-lo por conta disso. Não sei se ele sabia ou não, MAS ERA OBRIGAÇÃO DELE SABER. Em 2008 começamos a notar alguns tumores mamários nela. Caroços pequenos, nada demais, mas já fiquei preocupadíssima porque eles não desapareciam. Pelo contrário, só aumentavam. Em outubro de 2009, depois de pensar muito pela idade já avançada dela, decidimos que seria melhor operar e castrar. Ela poderia morrer na operação, mas seria melhor do que deixá-la morrer por conta da doença. Outro veterinário, com aparentemente uma formação muito melhor (até fez uma especialização na França) foi que disse que aquilo se devia às injeções e foi quem a operou. Ficou quase 1 mês internada na clínica, mas todo dia íamos vê-la, e quando eu não podia, minha avó (praticamente a outra dona dela) ia. Logo voltou pra casa, ainda muito dolorida pela cirurgia, e andava igual a um tigre velhinho, abaixada. Depois melhorou e voltou à vida de sempre, saracoteando pelo quintal e caçando passarinhos.
Foto é muito engraçada, ela viu algo e fez um "OMG" na hora
E então a vida voltou ao normal. Por um tempo, ela voltou a ser a Catita de sempre. Mas como, nada, nada mesmo é perfeito, e as piores desgraças nossa da vida acontecem é com quem amamos, essa não tardou. Os tumores voltaram a aparecer. Achei que parariam, mas não pararam.
Semana passada, conversando com a Beatriz (a.k.a. Saber pra mim), uma amiga otaku  estudante de veterinária no Msn, ela falou sobre o veterinário tirar só um dos lados das mamas na hora que vai tirá-las, porque se forem as duas o animal não aguenta. Não sei como ele fez (achamos que tinha saído tudo certo), e à época nem sabia que tinha disso, infelizmente. O negócio é que os tumores voltaram a aparecer, não sei se por erro na operação ou uma metástase, como a Saber falou. Mas do primeiro semestre de 2010 até o fim de 2011 ela foi emagrecendo devagarzinho por causa dessa doença desgraçada. Mas ainda era uma ótima companhia. Me seguia pela casa, ficava perto de mim quando eu lia ou ia pro computador, dormia perto da minha cama, e era uma ótima modelo fotográfica.
Nesse ano ela teve muita dificuldade pra comer, em parte por causa dos dentes, que já não eram tantos e tão fortes quanto antes por causa da idade. E nos últimos meses de 2011 comia bem menos que antes, em parte acho que pela doença, mas NÃO SEI COMO, caçava passarinhos, às vezes em pleno ar, pulando da janela. Eu quebrei a ração pra ela poder comer, cheguei a uma farinha grossa de ração, mas ela não se interessou muito e comia a normal mesmo. Ela gostava muito de carne, lógico, então vivíamos picando ela bem miúda pra ser comida facilmente. Eu, sempre que dava carne, esquentava no microondas porque isso destaca o aroma da comida, o que pro gato idoso, é uma ajuda pra comer. Dava presunto, queijo (algo que ela sempre gostou, desde novinha) carne moída, algo do almoço que tivesse carne ou cheiro de carne, tudo pra que ela comesse, porque a ração (que antes de ela envelhecer era só o que ela comia) ficou realmente difícil. Ela tinha que engordar, não era possível aquela magreza toda.

Ela ficou até levinha demais, o pelo que antes era tão vistoso e bonito, foi ficando mais ralo e desbotado, embora continuasse macio. Ela, em decorrência da idade eu acho, estava babando demais, e baba de gato não é nada cheirosa (pelo menos 1 defeito eles têm). O tumor, segundo o veterinário que operou, poderia vazar quando era mamário. Eu nunca vi vazamento nenhum, porque sempre a pegava e nunca via nada, mas minha avó disse que viu. O vet. também falou que ela estava magra assim porque provavelmente o tumor já tinha ido pro pulmão. No fim de novembro pra dezembro ela já não podia mais ficar dentro de casa por causa do cheiro, e por gostar de deitar muito nas camas. Os lugares onde ela deitava ficavam manchados e era muito difícil tirar isso e o cheiro. Então deixamos ela num viveiro grandão que tem no quintal, de um dia pro outro, enquanto medíamos as janelas, a varanda e a porta que precisariam de tela. Fui, comprei os metros necessários, almocei perto dela no viveiro e dava comida. Assim, ela não entraria e poderia ficar solta (porque até cogitaram de levá-la pra fazenda, mas DE JEITO NENHUM eu deixaria) no quintal. Nele tem muitos lugares onde eu sei que ela já dormia, então abrigo não seria problema, e a comida e a água ficariam num lugar visível pra ela. Daí na quinta logo depois do almoço, quando terminamos de colocar as telas, dia 8, a soltei de vez. Parecia que ela não acreditava que iria sair, então só fiquei chamando pra que ela descesse sozinha, fiz questão disso. A primeira coisa que fez logo que desceu foi se roçar na minha perna, e eu chorei, como tô chorando agora, lembrando disso. Eu sabia que ela não ia ficar muito mais tempo comigo, e aquele roçado que era claramente um "obrigada, gosto de você", me rachou o coração no meio.

Há dias eu já vinha chorando por ela, porque ver quem você ama definhar não é fácil, assim como não é perder alguém do nada. De forma nenhuma é fácil. Voltei pro trabalho à tarde, feliz por ela estar solta de novo, e sem problemas, e de tardinha minha vó sugeriu colocarmos ela no viveiro só à noite porque ela estava fraca por ter ficado 1 dia nele, e na sexta de manhã a soltaria de vez. Eu concordei, vi que ela estava mais lentinha mesmo, e vi de longe, antes de me arrumar pra ir à faculdade, minha vó pondo ela no viveiro de noite. Fui pra facul e depois pra casa da minha mãe (é, porque tenho duas casas: a da minha avó, que é a casa "original", onde almoço e vou pra faculdade, e a da minha mãe, de onde volto da faculdade e vou pro trabalho de manhã; parte das minhas coisas fica aqui na minha mãe, como o notebook, de onde escrevo, e parte lá). Quando cheguei na minha avó no sábado, ela disse que tinha soltado a Catita logo de manhã na sexta e ela não tinha voltado ainda. Eu pensei que gato é assim mesmo, às vezes ficam dias sumidos e voltam. Mas no estado dela era otimismo demais pensar nisso. Ainda assim, com a ajuda do namorado, pensei. Por isso que no dia 11 aqui no blog saiu só post de resenha. Não queria sair falando sem ter certeza, ia dar pelo menos 1 semana pra achar mesmo que tinha acontecido alguma coisa.

E aí se passou uma, duas semanas, e ela não voltou. E eu não postei. É que sabia que o próximo post deveria ser esse, mas estava tomando coragem. Não é fácil, de forma alguma, pensar que ela morreu, nem gosto de usar essa palavra. O que penso é que ela está num lugar ótimo, saudável, carinhosa e linda como sempre foi, e vive vindo me visitar, e fico feliz de verdade por ela se lembrar de mim. Eu fiz o que eu pude e o que eu não pude (sério) pra que ela ficasse bem. Depois da Serena, meu amor pelos animais aumentou de uma forma monstruosa (e ele nunca foi pouco), e eu fiz o possível e o impossível pra Catita, ela sabe disso. O que me deixou triste foi não vê-la de novo. Procurei por tudo que é canto no quintal e não achei o corpinho dela. Eu sei que o corpo é só uma casca pra nossa alma imortal, mas seria uma forma simbólica de me despedir. Várias pessoas disseram que gatos fazem isso mesmo, somem quando vão morrer, então, que bom que é um comportamento normal. Mas tenho pra mim que nossa despedida foi quando um dia eu cheguei no meu quarto e ela estava deitada na minha cama, encostada na almofada. Ela sempre gostou do meu quarto, mas não costumava ir lá como antes. Sentei perto dela, fiz carinho, beijei a testinha peluda dela, pedi à Divindade que tomasse conta dela, e que se tivesse que levar, não demorasse, porque ela estava sofrendo muito. Tudo isso entre um choro triste e desconsolado. A expressão dela era a mais humana que eu já vi num animal. Parecia me dizer que ela me amava, estava triste por ir mas ia ficar tudo bem. Gente, tá difícil escrever esse post, eu tô parando toda hora pra chorar, desse jeito nunca termino. Então, ela me dizia isso com aqueles olhinhos verde-amarelados, nunca vou esquecer aquela hora. E me pareceu que ela só estava esperando que eu a soltasse do viveiro pra poder escolher um bom lugar e descansar. Eu não sei mais o que falar, eu só consigo chorar aqui. A dor nunca vai parar, nunca vai passar. Eu vou me acostumar com ela, eu vou ter que me acostumar com a vida sem a Catita. Tá sendo difícil, horrível, excruciante e penoso.

Mas seria insuportável, insuportável MESMO, sério, se não fosse a Mina. Sou doida com gatos como sou com nenhum outro animal, e quem me conhece sabe. E no dia 23 de dezembro do ano passado, como um presente de Natal adiantado e um apoio forte pro que a vida me reservava, ela veio. Chegou miando nos fundos de uma das garagens, e eu não estava na hora, minha vó achou ela. Só que estava muito arisca, então quando eu cheguei de noite, ela avisou da gatinha que ela tinha achado. Estava bravinha mesmo, mas meu namorado, outro gatólatra, me aconselhou pegar ela no colo até ela se acalmar. Fiz e deu certo. Ela tinha uns 2 meses, estava com os bigodes queimados (ou cortados, tava dificil saber), magra, assustada e com as orelhinhas cheias de falhas nos pelos.
Mina no dia seguinte à sua chegada
Cuidamos, tratamos, e eu dei o nome de Mina, porque na época já tinha lido Drácula, e achei que a personalidade dela combinava muito com a da Mina Harker. A Catita não se deu com ela (o que é até compreensível, eu não ia esperar que uma gata idosa, que sempre reinou única lá em casa fosse aceitar dividir o trono), e a Mina vivia implicando com ela. Mas era brincadeira da Mina, no fundo, pois elas nunca brigaram de verdade. Ela, depois que passou a fase "gata do satã", pelo qual quase todo filhote passa, virou outra ótima amiga. Eu era a felicidade em pessoa, com duas gatas companheiras junto comigo. O melhor era quando as duas se toleravam só pra poderem ficar perto de mim, como uma noite em que dormiram comigo, Catita na cadeira e Mina na cama.
Mina hoje
Mas a Mina virou a minha companhia dorminhoca há um tempo já. Dormimos juntas depois do almoço, à noite quando eu durmo lá ela dorme junto (se pede pra sair, quando volta mia na porta pra eu abrir), e se cochilo no sofá de tarde ela vai fazer companhia. Se ela acha que não tem ninguém em casa, fica miando e nos procurando, e o miado dela é muito bonitinho, sempre parece ter uma interrogação. O cheirinho dela, como o de todo gato, é uma delícia (o da Catita, quando saudável, era muito bom). Vive deitando no meu colo se estou no sofá lendo, e se está dormindo em algum lugar e ouve minha voz, tem vez que vai correndo. Como num dia na minha avó em que cheguei da casa do namorado à noite, e uma hora comecei a chorar pela Catita, que já tinha ido. Ela saiu do quarto dos avós com uma cara amassada, de sono, e foi me ver, com uma cara de preocupada. Principalmente nos dias logo depois da partida da Catita, ela foi uma companhia inestimável. Eu não parava de chorar se estivesse sozinha, e ela ia pra perto de mim toda hora. Sem ela eu acho até que teria entrado em depressão, do mesmo modo como a Catita me salvou quando a Serena se foi.
Mina hoje II
Nenhum amiga substitui a outra, e não tem como eu escolher nenhuma. Cada parte do meu coração está dividida pra cada uma delas, em partes imensas, e quanto mais animais eu tiver, não serão os espaços que vão diminuir, é o coração que vai aumentar. Depois que a Serena se foi, tinha a Catita, mas quando ela partiu, eu pensei que depois da Mina, não ia querer mais nenhum, era duro demais. Mas pensando do modo certo, é uma dádiva poder ajudar os que precisam, como foi o caso da Mina, ou garantir um lar, como foi com a Catita e com a Serena. A dor quando eles partem parece que é infinita. De fato é, ela nunca acaba. Mas o amor, a amizade mais pura e a gratidão que você sempre vai sentir por eles terem feito parte da sua vida são ainda maiores.
Obrigada por ter me dado sua amizade. Nos encontraremos de novo Catí.



                                                                                                                         

Comente com o Facebook:

21 comentários:

  1. Y_Y


    Jun, j´passei por isso com o meu cachorro, o Bidu.
    Ganhei ele quando tinha 1 ano de idade e ele se foi quando completou 15 anos. É triste perder aquele bichinho que faz parte da nossa vida, que compartilhou o nosso crescimento, as alegrias e tristezas. Mas eles têm que ir embora uma hora - como a gente também deve. Vê-los sofrendo é pior do que não tê-los por perto. Tenho certeza que a Catí deve estar em um paraíso felino ;) , e, talvez de lá, ela veja o Bidu nos céu dos cachorros hehehe. Beijos e Força

    ResponderExcluir
  2. *-----*

    Oi Jun, que lindo o seu post. Eu só queria avisar que vc esqueceu de colocar o banner nos parceiros, hehe.

    Abraços,
    http://contandolivros.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  3. @Alisson AlmeidaOlá Alisson, realmente, passei a noite toda escrevendo o post e fui dormir de manhãzinha já. Seu button já está entre os parceiros, obrigada por me lembrar =)

    ResponderExcluir
  4. Awn pense em mim lendo o seu post bem no meu trabalho >_< tristeza absoluta! Jun, eu não sei o que é a sua dor, a gatinha que eu tive foi tirada de mim a força e apesar de eu ter sofrido, sabia que ela estava viva e bem. Atualmente meus dois cachorrinhos são meus grandes amores, seria horrível perdê-los, porque mais do que amigos, são irmãos e companheiros de vida. Sinta-se acolhida pelo meu abraço amigo, e eu fico MUITO feliz pela Catita vir te visitar, afinal, é um sinal de que ela está ótima a ponto de fazer essa viagem até você, e que também que ela ama muito você e tem muito carinho e gratidão por tudo o que você fez por ela :)
    Eu desejo a você um feliz 2012 e que você continue sendo essa pessoa maravilhosa que eu conheci. :) Tudo de bom, Jun!

    ResponderExcluir
  5. Se eu soubesse que ficaria aos prantos no fim do post, talvez não tivesse lido. Lindo, lindo. Imagino a falta que a Catita te faz e fico incrivelmente feliz pela Mina ♥ Um dia experimentarei a mesma sensação que você tem pelas suas gatas, pode apostar. Seu post está maravilhoso, até eu sinto falta das suas gatas. A Mina parece simplesmente fantástica, me lembra o gato da minha avó que teve sua fase satã até o fim da vida, tadinho <3. Adorei o post, mesmo. Adorei tudo aqui, nossa. *--------* Beijos, querida, feliz 2012! Espero que a Catita continue a te visitar nos sonhos, aposto que ela te amava como ninguém. Abraços ♥

    Rachel Lima
    http://corujando.org

    ResponderExcluir
  6. É muito ruim quando perdemos alguém muito querido né, Jun? Também já passei por isso, e o que mais dói é que os gatos especialmente, partem e não voltam para nos dar um último adeus, mas creio que eles fazem isso para não nos causar mais dor, porque ver seu bichano querido partir bem na sua frente deve ser muito mais doloroso. Assim como você eu acredito que eles por serem animais tão incríveis, vão para um lugar bem bonito e tranquilo. Assim que eu perdi o Zé, eu falei que não iria querer mais criar nenhum gato, até que o filho do meu padrasto resolveu trazer o "Zé preto", um filhotinho da gata que fica no sítio dele. Foi amor a primeira vista, e hoje estando longe eu sinto muita falta, mas acredite, sempre que falo ao cel com a minha mãe eu pergunto por ele.

    Enfim, é muito doloroso passar por momentos de perda, mas acontece, e devemos continuar ajudando aos bichinhos que precisam, e que vivem aparecendo do nada nas nossas casas,se transformando assim é um grande motivo para sorrir nos momentos difíceis da vida. Para mim quem não consegue - gosta - , de criar um gato, ou cão, não é uma pessoa muito boa de espírito.

    Estive sumida desde o natal por motivos não muito bons, mas voltei e aproveito para desejar-lhe um ótimo 2012, cheio de coisas boas, e que você consiga realizar boa parte dos seus sonhos. Sorria sempre!

    Beijão Jun :*

    ResponderExcluir
  7. Poxa vida... que tristezinha.. :(
    A Jackie chegou lá em casa sozinha, assim como aconteceu com a Mina.. ^^
    Ficou miando lá na sala. Ela é bem parecida com a Catita, mas é mais escura e menos gordinha. Também acompanha todo mundo que vai dormir de tarde! :P

    A Catita ainda te visita de vez em quando. Um dia vocês se reencontram no céu dos gatos (acho que a gente consegue fazer uma visitinha por lá.. pra sair um pouco da mesmice do céu dos humanos, né..). ^^

    Beijinhos e fica bem!
    Agora a Mina precisa de uma companheira, né?
    É sempre triste ver quem a gente gosta ir embora. Mas, a Catita viveu uma vida muito boa como gatinha. Miou muito, afiou muito as unhas, pediu muito carinho, ronronou... como um gato deve ser! E acho que posso dizer que ela foi feliz nessa vida.
    Todos nós vamos um dia, sendo gente ou sendo gato. Então, apesar de trazer sofrimento, acho que a vida vivida é a que conta. A gente não pode desistir de fazer uma viagem que vai ser super incrível porque vai ser triste ter que voltar. :)

    Se pudesse, teria vários gatinhos em casa, mas meu pai não gosta tanto. Então a gente ficou só com a Jackie, que veio sozinha e foi ficando. Ainda bem! ^^

    ;*

    ResponderExcluir
  8. Quantas fotos lindas você tirou dela, aliás ela é linda! ("é", assim, no presente, porque ela sempre será!) Esta ultima chega a trazer uma lágrima aos olhos, linda demais.
    Linda também é sua história de vida com ela e imagino o quanto esta sendo difícil.
    Mas, força Jun, pensa que ela ainda pode sempre te visitar nos sonhos e que ela não esta mal, esta em um bom lugar, porque eu acredito em um lugar incrível para o qual os animais vão quando partem daqui. As boas lembranças são o que confortam. ♥

    Bisous.

    ResponderExcluir
  9. Sinto muito, pela Catí. Sei o quanto é dificil pra você. Ao fim do post quem estava chorando era eu. Já tive dois gatos, mais não sei aonde e como eles estão hoje. Mas tenho agora uma cadelinha, que me da muita alegria, amor e também trabalho. Ela se chama Mel, já passou por muita coisa, quase morreu três vezes, e por causa das tantas injeções que levou, suas perninhas tremem sem parar. Todo dia, a maioria á noite, ela passa mal. E não deixo ela ter cria por conta disso. Meus pais dizem que ela não vivera muito tempo. Mas pode parecer até bobo, mas peço a Deus todas as noites, que não a leve de mim. Ela é diferente de todas os bichinhos de estimação que eu tive. E amo ela. A suas duas gatinhas são lindas, e super fotogênicas. Te dou a maior força para suportar essa dor, e lembre-se ela sempre estara contigo. Nos seu sonhos e em seu coração. ♥
    -
    Confesso também que adoro conhecer blogueiras desenhistas, e adoraria ver seus desenhos. Sou louca em ter um tablet, só mesmo para desenhar. Acho que facilita tudo. mas acho que vai demorar um pouquinho para isso acontecer. Por enquanto, terei de escaniar! :)

    Beijooos, ♥

    ResponderExcluir
  10. Não foi aquela gatinha, foi uma quando eu tinha 9 anos de idade :) disseram que eu não cuidava dela direito, e por isso a levaram embora. Eu fiquei muuuito triste!
    Sobre a gatinha que eu salvei, ela ficou com a minha amiga, de vez em quando vem passar um tempo com a gente (ela a trouxe ontem, está ENORME, com um mês!!!). Ela é meio estrábica e parece que tem uma visão meio ruim, mais pelo reflexo do que pela aparência mesmo. É branquinha com contornos pretos e tem os olhos azuis (por enquanto), danada que só xD adooooooron! hehe
    E sim, sinta esse carinho aí, pode ser escrito por aqui, mas ele existe de verdade. :)
    Beijinhos!

    ResponderExcluir
  11. Oi, tudo bem?
    O Refúgio das Palavras começa 2012 com grandes novidades e vim lhe convidar para conferir.

    http://iasmincruz.blogspot.com/2012/01/novidades.html

    Tenha ótima semana.

    ResponderExcluir
  12. Admito que quando eu comecei a ler o post pensei "legal, agora eu vou ter que ler um post enorme sobre gatinhos fofinhos", mas aí depois eu gostei do que você escreveu. Você tem todo direito de estar triste. Eu não gosto mt de bichos, mas eu já tive um rottweiler e lembro q qd ele morreu foi uma merda, sério, foi horrível.
    Então eu acho que vc ficar triste está longe de ser frescura. Mas uma hora passa. Esse tipo de coisa o tempo leva.

    obs: as fotos estão mt boas

    ResponderExcluir
  13. Nossa.. me identifiquei bastante com seu post.
    Perdi uma companheira tbm, há pouco tempo.. ela passou 20 anos comigo. Mas teve que partir devido á idade e complicações de saúde. É mto difícil ver nosso bichinho emagrecendo, parando de comer, com dificuldade de comer..
    Que bom q ela te visita! Com certeza foi a melhor dona que ela poderia ter tido =)
    Tbm sou fanática por gatos.. entendo bem o q vc está passando..
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  14. Sinto muito pelo que te aconteceu e sei um pouco como é isso. Meu marido teve uma gata que viveu com ele por 17 anos (eu convivi com ela por 5 anos desses 17), e que partiu por conta de câncer nas mamas. Ninguém nos avisou a tempo, então ela partiu de uma maneira similar à Catita.
    Tudo isso é muito triste. Eu nunca vou me perdoar por ter deixado que aquilo acontecesse. E mais, procuro sempre dar o que tenho de melhor para as outras gatas que vieram depois dela.

    Encontrei seu blog por acaso no Volta, Mundo Blogueiro. Me interessei pelo nome, Kuroneko, que é o nome de uma personagem de Oreimo muito famosa. Fiquei feliz ao me deparar com posts tão bem escritos. :) Continue assim.

    ResponderExcluir
  15. Eu só tinha vindo avisar da mudança de url, mas li o post e me emocionei.
    Não sou bem fã de gatos, coisa que todo mundo sabe, mas sei como é perder alguém assim tão precioso. Onde quer que esteja a Catita, ela deve estar feliz, linda e saudável, e como todo companheiro fiel, tenho certeza que ainda vem te visitar muitas vezes. :)
    E sua Mina é uma gracinha, btw. <3

    Beijocas, Junny! Saudades supreeemas de ti! ;w;

    ResponderExcluir
  16. Owwn Jun ): Eu sei como é difícil perder alguém que amamos... Ainda mais quando esse alguém passou tanto tempo ao nosso lado ne? Mas foi lindo tudo o que escreveu sobre a Cati *-* Realmente emocionante.
    Amei a Mina, muito linda <3

    Beijos :*

    ResponderExcluir
  17. Meus sentimentos por você, Jun. :/

    Você é com gatos assim como eu sou com cachorros. Aliás, também já tive uma Catita, só que cadela, não gata. Ela já morreu faz alguns anos, bem velhinha, e assim como ela, já perdi vários outros cachorros.

    Como o quintal aqui de casa é grande, a gente sempre costumou ter bastantes cachorros. Em 2010 tínhamos seis, e nesse mesmo ano nada menos que cinco deles morreram. Três já estavam bem velhos, então a morte deles foi mais fácil de se lidar pra mim, porque a gente acaba se preparando para esse dia. Na verdade, até é um alívio ver que eles podem, finalmente, se libertar do sofrimento pelo qual estão passando. Dois desses três quase nem conseguiam andar direito, ou se levantar depois que sentavam/deitavam. A Pitoca, uma deles, adorava deitar perto da porta da cozinha que dá para o lado de fora, mas quase nem conseguia mais descer as escadas do quintal para chegar até lá. Ela também estava com várias verrugas e pequenos tumores surgindo pela pele, até na pálpebra, e os calos que tinha nas patas sangravam e soltavam pus.

    No dia em que outro cachorro nosso morreu, o Doggy, ele havia deitado no meio de uns arbustos aqui em casa e simplesmente não se movia mais. O único movimento dele era da respiração mesmo, acelerada, então chamamos o veterinário para que ele finalmente pudesse descansar. Também tinha o Toy, cachorro da minha avó, que ao final da vida descobrimos estar com um câncer de próstata.

    Porém, choque mesmo foi quando duas outras cachorras nossas morreram, pois realmente não estava “na hora” delas. A primeira foi a Lica, uma vira-latinha de seis meses que a minha mãe adotadara num impulso (e isso que a minha mãe estava numa de “não vamos mais pegar cachorros por enquanto”). A Lica foi aquele tipo de cachorro que chega e toca o coração de todo mundo. Sabe aquilo que há a mais? Aquele cachorro realmente especial? Não vou dizer que amava mais ela, porque eu amo todos de maneira igual, mas ela parecia um anjo que havia sido enviado para nós. Havia algo de diferente no olhar dela; ela às vezes parava e ficava olhando para o céu, sem motivo algum aparente. Além disso, ela criou um laço enorme com a nossa labradora, a Luna. A Luna costumava brincar com o Doggy, mas com ele velho, ela acabava meio sozinha. Até que ela e a Lica se apaixonaram uma pela outra, e não se desgrudavam mais. A Luna deixava a Lica morder e puxar as bochechas dela, se jogava no chão e tudo, sendo ela gigantesca em comparação à outra.

    Até que chegou o dia em que a Lica foi mandada para a operação de castração e, quando voltou, continuou jururu por um tempo bem maior do que o efeito da anestesia deveria durar. Ela voltou para o veterinário, e eu não lembro direito o que a acometeu, mas foi algo parecido com ela não conseguir se recuperar da anestesia, algo bem raro de se acontecer, e que acabou causando a morte dela.

    Com isso, a Luna pareceu ter entrado em algum tipo de depressão. Sendo uma labradora, aquele ar “parado” nela não era normal. Parecia que ela tinha perdido o brilho no olhar. Até que, um dia, do nada, ela atacou a Kita, nossa dachsund, a única cujo território era dentro de casa (porque a Lica tinha a casinha dela do lado de fora, apesar de sempre entrar em casa por ser simplesmente impossível resistir àquela carinha). Labradores não são agressivos, e a Luna nunca tinha sido (geralmente as que se estranhavam eram a Kita e a Pitoca). Mas ela acabou rasgando todo o peito da Kita. Apesar de tudo isso, a Kita levou uns pontos e estava se recuperando em casa.

    (...)

    ResponderExcluir
  18. (...)

    Nesse meio tempo, havíamos adotado duas golden retrievers de uma mulher que ia se mudar para um apartamento em São Paulo e não tinha mais como ficar com as cachorras. A Kita não conseguia se acostumar com toda a agitação delas, mesmo antes de ser atacada pela Luna, e sempre ficava carregada de estresse toda vez que estava perto as outras cachorras, o que só piorou a recuperação dela. Foi então que começamos a notar que os ferimentos da Kita estavam com um cheiro horrível, parecia de coisa podre, e que ela soltava pus por eles. Isso acontecia por causa da pele que havia se “desgrudado” dos músculos devido à força do ataque. Então foram mais algumas idas ao veterinário, que fazia punções nos ferimentos dela e a deixava sob observação.

    Aconteceu que a Kita começou a perder os movimentos das pernas traseiras. Não era como se a coluna ou as pernas delas tivessem sido afetadas pela mordida. Ela simplesmente começou com um andar meio bêbado nas pernas traseiras, talvez pelo estresse, trançando as patas de vez em quando, às vezes tropeçando e caindo. Até que chegou o ponto em que ela só se arrastava, usando somente a tração das patas dianteiras. Era horrível ver isso nela. E isso considerando que ela já havia quebrado a bacia por causa de um atropelamento. Mesmo com a bacia quebrada, ela se esforçava para conseguir ficar agachada e fazer xixi, e conseguiu se recuperar muito rápido. No entanto, os últimos dias de vida dela não foram assim. Não só o controle das pernas, como ela também começou a perder o controle da bexiga, e fazia xixi em si mesma.

    Foi horrível quando chegou a manhã em que a minha mãe disse que a Kita tinha passado a noite no veterinário e que não ia voltar mais. Por ela ser a cachorra que sempre ficava dentro de casa com a família, eu tinha, de certa forma, um laço especial com ela. Por ser eu quem sempre lhe dava comida e água, ou a colocava para dormir no quartinho dela à noite. Era estranho não ver mais as caminhas que ela tinha no quartinho, na sala e na cozinha. Era estranho não ouvir mais os roncos dela enquanto a gente assistia à TV ou mesmo quando ela roncava acordada esperando, ao lado da mesa de refeição, meu pai dar um pedaço de comida para ela. O pior, pra mim, era abrir a porta de casa e perceber que ela não iria vir me dar oi. Ou às vezes quando eu olhava de relance e achava que era ela na caminha da sala, mas era só um cesto com revistas que minha mãe havia colocado lá no lugar. Ou quando eu via os brinquedos dela espalhados pelo chão sabendo que ela nunca mais iria brincar com eles.

    Eu tenho uma cicatriz na mão de uma vez que a Kita me mordeu (é claro, eu fazia por merecer indo encher o saco dela enquanto ela queria dormir), e toda vez que meu olhar bate nela eu me pego pensando na Kita. Mas a dor, aos poucos, vai passando. Ainda que eu tenha chorado feito um bebê escrevendo esse comentário nem um pouco pequeno, no fim são as memórias boas que prevalecem, e volta e meia eu estou revendo as fotos dos meus cachorros e sorrindo como uma boba ao lembrar de todos os momentos felizes que pude passar ao lado deles, e de como foi uma bênção tê-los.

    E, assim como você, volta e meia eu os revejo nos meus sonhos. A Pitoca e o Doggy, por exemplo, eu devo ter visto uma única vez, porque provavelmente eles já partiram para a “próxima etapa”. Mas a Lica e a Kita eu ainda revejo — a Lica com menos frequência, já que um anjo daqueles também já deve ter partido para outra. De qualquer forma, é uma felicidade sem tamanho poder reencontrá-los, irradiando luz, felizes e saudáveis como nunca. Um sonho que certa vez eu tive com a Kita me tocou de forma especial, porque eu estava com aquela imagem dela toda acabada tão impregnada na minha cabeça que vê-la sem nenhum machucado e pulando toda feliz foi quase um choque pra mim, e meu coração se encheu de felicidade. Acho que foi quando eu finalmente entendi que ela estava bem, e que tinha sido melhor para ela ir para o outro lado, ao invés de ficar aqui sofrendo.

    (...)

    ResponderExcluir
  19. (...)

    Hoje estamos com a Luna e aquelas duas golden retrievers, Hope e Maya. Foi graças à Hope que a Luna recuperou a alegria dela e o brilho no olhar depois da morte da Lica. Ela voltou a ser a labradora bobona que era (e, ironicamente, só me ocorre agora a relação com o significado do nome da Hope, “esperança”), apesar de às vezes a Maya querer dar uma de rainha do pedaço para cima dela. Assim como você teve a Mina em quem se apoiar, nós tivemos a Hope e a Maya renovando a alegria da casa. Sem dúvida alguma esses animais são partes importantes de nossas vidas, e perdê-los não é fácil. Mas devemos lembrar que, enquanto eles estiverem vivos em nossos corações, permanecerão do nosso lado para sempre.

    Enfim, desculpe pelo tamanho descomunal do texto, Jun, mas eu espero que, de alguma forma, ele lhe possa ser útil e te ajude a atravessar essa fase.

    Beijos,
    Dani.

    ResponderExcluir
  20. Jun, não te conheço, nunca vi seu blog antes, mas chorei qdo li esse post.
    Sei como é triste.
    Vms pensar que eles nossos companheirinhos de jornada aqui na terra e que já se partiram estão em um lugar bem melhor, onde todos nós iramos nos encontrar algum dia.
    Abraços pra ti.

    ResponderExcluir
  21. Sabe, foi duro ler tudo isso. Por mais que já tenhas postado a algum tempo. Foi doloroso. Doloroso por que são várias partes do meu coração despedaçadas. Nunca me importei com raça de animal, sabe? Pra mim o que vale é o valor emocional que eles têm. Este sábado passado fez duas semanas desde que o meu salsichinha, Charutto, foi roubado. No início eu mal acreditei que pudesse haver gente assim no mundo, mas infelizmente há. Depois de todo o drama pra salvar, com sucesso, minha gata, Gata, de uma infecção generalizada, o meu companheirinho foi. E o que é mais doloroso é que fui eu quem cuidou dele desde que chegou aqui em casa, eu dava banho, comida, carinho e era comigo que ele dormiu até o 1 ano de idade. Vivia grudado nos meus pés como se fosse a minha sombra. Parecia que tinha uma bateria infinita de energia, era igual uma pulga correndo e pulando. Daí simplesmente em um sábado, levantei pra dar comida. Cadê? Não fui recebida na porta com aquela euforia que as vezes me tirava do sério. E hoje resta a saudade e a mágoa da minha mãe que não me permitiu procurá-lo. Eu só espero que a pessoa que o levou o ame com todo o coração como eu amei, cuide como eu cuidei e tenha paciência com as peraltices dele tal como eu tive. Até hoje eu abro a porta pra ir pra escola e sinto falta dele correndo pro jardim e pulando nas minhas pernas, ou me recebendo quando eu chego com latidos e corridas em círculo no meio da grama. Faz muita falta e dói muito que o meu bebê companheiro tenha ido e eu sequer saiba onde está. Sinto muito a falta dele.

    ResponderExcluir

© KURONEKO - 2015 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | CRIADO POR YASMIN BERARDINELLI