Resenha: LASHER

VOLTEI, antes tarde do que tarde né nom? Como foram de começo de ano? O meu foi ótimo, não viajei pra lugar nenhum e fiquei em casa mofando, morrendo de calor e de estudar (porque se formar não muda em absolutamente NADA sua vida, você se forma e continua estudando, olha só que maravilhoso).
Vim trazer a resenha de um livro cuja leitura foi MUITO aguardada por mim, e que ganhei de aniversário do namorado no fim de 2015 se não me engano, mas só arrumei tempo pra ler ano passado. Lembram quando fiz a resenha de A Hora das Bruxas I e A Hora das Bruxas II aqui (que descobri que na verdade são um livro só, mas aqui no Brasil dividiram, o que faz total sentido pois o fim do I é sem pé nem cabeça, como se tivesse terminado no meio de um livro mesmo)? E que fiquei igualmente surtada com os livros, porque Anne Rice é Anne Rice né kiridos? POIS ENTÃO, LASHER É A FUCKING CONTINUAÇÃO E DEPOIS DE ANOS CONSEGUI LER, GLÓRIADEUSA.
Enfim, não existe sensação literária melhor do que você querer e enrolar há anos pra ler a continuação de algo e FINALMENTE conseguir ler.

Quem leu A Hora das Bruxas conheceu a incestuosa família Mayfair e, em especial, Rowan, a dublê de cirurgiã e feiticeira, que dando à luz um filho terrível, de aspecto humano e alma demoníaca, traça pra si mesma um destino de conflitos. Ele é Lasher, rosto de Cristo pintado por Durer e o hábito secular de usar as bruxas Mayfair para suas sucessivas tentativas de reencarnar num corpo humano. Esta é a história de Rowan, seu filho tirano, e as tentativas desesperadas e infrutíferas que ela enceta, para libertar-se dele.
Este é um romance com a maestria de Anne Rice, capaz de manter o leitor em transe do início ao fim da vívida tapeçaria que ela desenrola à sua frente, desafiando todos os preceitos de tempo, espaço e moral. 
Então, posso começar dizendo que o livro é MUITO BOM. Não é maravilhoso como A Hora das Bruxas MÃS, ainda assim, é MUITO bom. Afinal essa é a história mais incrível que a Anne já escreveu, na minha opinião, e mesmo que ela quisesse, não tinha como ser ruim. 
Aqui vamos saber o que acontece com Rowan, depois que ela foge de New Orleans com Lasher, recém nascido porém já com o corpo de um homem formado, e com Michael, que fica pra trás, doente do coração e quase morrendo por dentro e por fora. 
Também ficamos sabendo mais detalhes dos outros membros da família Mayfair, como por exemplo, a chata e insuportável metida a prodígio, Mona, e outros. Acho que o membro com maior destaque foi Julien, que conta sua história de vida pra Michael durante uma aparição, o que é muito interessante, se formos reparar que de todas as bruxas Mayfair, ele é o único bruxo, e tinha muito poder sobre Lasher. 
Também vamos ter um envolvimento maior da Talamasca no caso, pois além de uma onda de assassinatos misteriosos de mulheres da família Mayfair começar a ocorrer, todas com características parecidas em sua morte, e assim como a família Mayfair busca desesperadamente o paradeiro de Rowan, que muda de lugar toda hora obrigada por Lasher, a Talamasca também busca saber o que aconteceu com eles, e o que ambos buscam: saber O QUE É Lasher. 

A escrita de Anne Rice continua perfeita, gostosa de ler, poética, profunda, bem executada, não à toa, ela é minha autora viva favorita. A capacidade que ela tem de construir tantos pontos diferentes ligados a uma mesma história é incrível, tanto que não consigo destacar somente um aqui, pra resumir o livro todo. 
Mas talvez a parte mais importante do livro, pra compreender toda a história, é a que conta justamente, a HISTÓRIA de Lasher. Claro que não vou contar como isso vai acontecer, nem quem vai contar e como vai contar, mas foi fundamental pra compreender a profundidade do personagem, o motivo de ele fazer o que faz e tudo o mais. Porque à primeira vista ele pode parecer um espírito poderoso e muito misterioso; depois, com ele nascido de Rowan, vemos que se torna um belo de um cretino desgraçado sem o menor escrúpulo, chega a dar ódio; mas depois, com a história dele revelada... A única coisa que sabemos até então, é que ele foi invocado pela primeira bruxa, Suzanne, nas colinas da Escócia. Será que ele sempre foi um espírito? Ou será que algum dia foi humano? Ele se lembra se teve uma vida passada? Seu nome sempre foi Lasher? Por quê esse nome? 
Gente, juro pra vocês que fiquei com pena. É muito mais do que eu imaginava, eu simplesmente NÃO FAZIA IDEIA de que era essa a história. E depois, o que vai acontecer com ele... Eu simplesmente não creio até agora.


E dentre outras coisas chocantes e tristes, cito aqui a inclusão de novos personagens que colaboram pra que o final tenha sido do jeito que foi. QUE FINAL FOI AQUELE, SANTA ANNE RICE?! EU FIQUEI CHOCADA. Porque primeiramente certa coisa que acontece com Rowan, você praticamente se convence daquilo ali e fica pensando qual das péssimas alternativas virá depois, porque a perspectiva é simplesmente terrível, já que a Rowan é uma personagem incrível. Mas eis que uma personagem nova REVIRA A HISTÓRIA TODA E O QUE ACONTECE COM ELA OMG OMG OMG E BEM FEITO PRA ESSA IDIOTA DA MONA, ROWAN CARAMBA O QUE VOCÊ FEZ SUA LOUCA E O QUE FALAR DESSA HISTÓRIA GENTE??? Só lendo pra saber. 

MAS: tudo vai depender do quanto você aguenta histórias polêmicas DE VERDADE. Cenas de sexo com muitos detalhes são piada perto das coisas que Anne descreve e inclui nessa história. Tem incesto, estupro, pedofilia, tem um tudo, só desgraça mesmo, e basicamente pode-se dizer que toda essa desgraça, orquestrada por Lasher, é que leva a família Mayfair à frente. Então você tem que ler com a cabeça MUITO aberta e MUITO desprendida. 
Da primeira vez que li, eu ainda não era tão feminista como hoje, então claro, fiquei chocada, mas hoje continuando a história e sabendo de novas coisas contadas nesse livro, o choque é muito maior, porque a gente abre muito mais os olhos, hoje certas coisas me incomodam MUITO mais do que há uns anos atrás. Me pergunto se a Anne, hoje, escreveria uma história assim. Não sei o que passava pela cabeça dela, em 1993, pra escrever isso...
MAS como fã de boas histórias, de boa escrita e da Anne, eu consigo fazer um esforço pra ignorar isso tudo e me focar na história. Quando digo ignorar, não é no sentido de esquecer que existe e engolir meu desconforto e sim que consigo continuar a história APESAR disso, afinal ela é maravilhosa e merece ser lida. Com as devidas ressalvas - afinal, Lasher não vale nada, quase ninguém nessa família vale nada E Anne escreveu tudo isso sabendo a reação que iria causar, sabendo que são coisas revoltantes e terríveis, justamente pra ilustrar o quão terrível é a história e a própria família Mayfair.


Espero que tenham gostado da resenha e das fotos! O problema com elas é que fiquei tão concentrada em fazer as da capa bonitas que simplesmente esqueci de tirar da parte de trás, do miolo... Mas a parte de trás é toda preta com a sinopse em branco e o miolo é em papel branco, nada demais ok? Haha.

E ah, pra quem é fã da série, eis a casa de New Orleans que foi descrita nos livros, a famosa casa na esquina da First Street, bairro Garden District, que na verdade foi a casa imensa em que Anne Rice realmente morou, que sonho! ♥ Pra quem se interessar, acho que atualmente ainda se encontra à venda, ou pelo menos há alguns anos ainda estava, pelo que em blogs, pela bagatela de quase 4 milhões de reais HAHAHA

Foto por Salem Cat
Nas minhas últimas resenhas tenho tentado ser o mais rápida possível dentro da minha condição de libriana faladeira, acho que estou conseguindo, nem que seja um pouqinho.
Bejos :***


Tutorial: como ser uma Princesa e General e chutar a bunda de 2016


“A morte é uma parte natural da vida. Feliz fique por aqueles que na Força se transformam." Yoda
Não há a morte, há a Força. Mas embora muitos admirem as qualidades e desprendimento característicos dos jedi, é difícil pôr em prática. É tanta dor e revolta com a perda da Carrie que eu, e muitos e muitas, já teríamos ido pro lado negro sem nem ver. 
Só um fã entende a dor de outro fã. E nós, fãs de Star Wars, sabemos que somos uma espécie à parte porque amamos demais, sentimos demais, qualquer coisa relacionada à saga. E na minha concepção, não tinha perda pior pra acontecer no elenco. Sendo fã e sendo mulher, eu sei, e tenho certeza disso quanto a outras milhões de fãs, que pra nós, desde quando descobrimos QUEM era a atriz por trás da Princesa Leia, e seu nome, Carrie Fisher, a admiração e o carinho duplicaram. O que era pra uma passou a ser direcionado pras duas. E a própria Carrie já chegou a dizer: "I am Leia", tamanha era a identificação com sua personagem mais icônica. 
E nós entendemos completamente. Porque pra gente não eram simplesmente uma atriz e personagem queridas. Pra nós elas significavam toda a coragem, força, ousadia, bravura, determinação. Um símbolo de lutar pelo que se acredita. Um símbolo de não se deixar abater. De ir em frente. A princesa que mostrou que não precisava ser salva. Carrie sempre deixou isso claro, tendo sido ativista pelas doenças mentais e pela defesa dos direitos das mulheres. Além de atriz era escritora e roteirista, tendo vários livros de sucesso, sabia rir de si mesma, era bem humorada e ao mesmo tempo era muito crítica. 
E Leia era a esperança da galáxia, caso com Luke não funcionasse. Ela era a escolha sobre a qual Obi-Wan e Yoda conversaram. Leia sempre foi forte na Força, tanto quanto o irmão. Ela, que passou por tanta coisa e nunca sucumbiu ou foi por um segundo pro Lado Negro. 
Assim é com a Princesa e General Leia e assim foi com Carrie. 
Agora ela (e sua mãe, Debbie Reynolds) é una com a Força. E nós só podemos continuar a almejar e nos inspirar nela, pra seguir, tendo esse legado de força, rebeldia e resistência bem gravados na mente e no coração. 

E, principalmente, comemorando que esse ano terrível vai embora logo, que possamos usar o exemplo de Carrie, da Princesa e General Leia pra enfrentarmos 2017 com toda a força que tivermos, e que A FORÇA esteja conosco.

TUTORIAL ATRASADO DE HALLOWEEN: MAQUIAGEM DE GATO COM PRESAS


Voltay! E é impressionante, nem pra uma data específica como o Halloween, pro qual fiz essa maquiagem, eu consigo postar o conteúdo em dia. Mas na verdade nem ia ter post, eu tive a idéia de fazer a maquiagem só pra tirar umas fotos e tal, não haveria tutorial nem nada, mas aí pensei que poderia postá-la aqui no blog, e se ia postar, por que não contar como fiz? Então isso é e não é um tutorial mas dá pra ao menos falar como foi feito e ó, não é difícil :) 
     

 1) Preparei o rosto normalmente, com base (base líquida matte Vult n° 2) usando pincel kabuki de topo reto (B-115, Macrilan), corretivo (Natura Aquarela Bege Claro) e pó compacto (n° 2, linha Intense, O Boticário)

2) Esfumei o côncavo com sombra num tom de vinho/marsala fazendo o formato mais puxado, mais "gatinho" e deixei a pálpebra móvel SEM sombra (sombra Marilyn opaco, Contém 1g). Esfume um pouco da sombra vinho na linha embaixo dos cílios inferiores, canto externo. 

3) Passei primer (Cremefix bastão, Contém 1g) sobre a área da pálpebra sem sombra e em seguida passei sombra laranja com batidinhas, pra fixar e intensificar (sombra Laranja Opaco, Contém 1g).

4) Por cima da sombra laranja, apliquei também com batidas uma sombra cobre bem intensa (paleta 3D Jasmyne, é antiga). Dei uns toques com sombra dourada no meio da pálpebra (quinteto Glam, Vult).
Se certifique de que a área entre a sombra vinho e a laranja/cobre está bem delimitada, como um cut-crease. 

5) Com delineador líquido (linha Intense, O Boticário) fiz um delineado bem grosso por cima, pegando desde o canto interno até um puxado bem grande pra fora do olho. No canto interno, aumentei o risco passando fora do limite da pálpebra. 

6) Com a sombra vinho lá de cima, fiz prolongamentos dela no canto interno dos olhos indo em direção ao nariz pra fazer um sombreado, isso vai aumentar o efeito de "olhos de gato" e dar a dimensão de um focinho. 

7) Com tinta facial de maquiagem artística (pancakes coloridos Pintando a Cara) pintei de branco, usando o dedo mesmo, toda a área em cima da boca delimitada pelas bochechas. 

8) Com o mesmo pancake, só que preto, pintei a parte de baixo do nariz e embaixo das narinas pra dar a impressão de focinho, usando um pincel de delineador em gel (Vult). Prolonguei o focinho com um risco por cima do "arco do cupido" até chegar no lábio superior e pintar ele TODO de preto. Como achei que estava meio "brilhoso", passei lápis preto (Mega Impact, Avon) nos locais do nariz e do lábio superior que achei necessário. 

9) Usei um batom vermelho líquido (Veveli, Quem Disse Berenice?) bem vivo no lábio inferior. Você pode deixar sem nada mas eu acho mais bonito com o batom.


10) Pra dar profundidade nas bochechas brancas, usei a parte bronzer do Duo Soleil Vult com um pincel gordinho de esfumar (Avon) e contornei as laterais, cuidando pra não ficar marcado. Usei o bronzer do jeito normal, indo abaixo da bochecha, pra contornar o rosto. 

11) Usei um palito de dente pra fazer os pontinhos por cima da bochecha branca com o pancake preto. 

12) Com o pincel de delineador, tracei de forma bem leve os bigodes saindo das bochechas. Cuide pra ficar simétrico e se der errado, apague com um cotonete e faça de novo. 

13) Por fim, pra dar um ar bagunçado e selvagem (hahaha) desarrumei os pelos das sobrancelhas e preenchi um pouco pra fora delas com sombra marrom (Duda Molinos) e sombra marrom meio caramelo (Camurça Opaco, Contém 1g), afinal, os pelos dos gatos podem ser coloridos e a intenção aqui é essa. Ah e claro, finalizei tudo com muita máscara preta (Máscara Divina, Quem Disse Berenice?) porque ainda não comprei cílios postiços, tenho que dar um jeito nisso.

PRESAS: recortei unhas postiças médias (encaixe antes no seu dente pra ver qual o melhor tamanho) no formato de dentes, passei uma lixa de unha nas laterais e pontinha pra melhorar o acabamento. Colei com Corega Fita Adesiva e pronto! :D
É um truque fácil que se usa em cosplay também, tanto que os materiais eu já tinha guardados aqui por causa disso e nem lembrava. 

COLEIRA: na verdade a parte preta é um choker de veludo que eu mesma fiz, e o guizo gigante é de um chaveiro, abri a argola e botei ele no choker pra fazer as fotos, depois coloquei de volta no chaveiro. Optei por um grande pra ficar proporcional ao tamanho humano :p    


Então é isso, espero que tenham gostado, comentem e não esqueçam de curtir a página do blog no Facebook pra dar uma força! ♥ 
© KURONEKO - 2015 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | CRIADO POR YASMIN BERARDINELLI